SAQUAREMA.

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praia da vila.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

" O NOSSO DEUS PELEJA POR NÓS"

"O nosso Deus peleja por nós"

Leitura diária: Neemias 4.19-23. Leitura da Bíblia em um ano: Neemias 4.19-23.

Aqueles que estão acostumados às lides militares e, principalmente, aos aquartelamentos, sabem da importância do "toque" da corneta. Há toques para quase tudo dentro de um quartel. Para isso, existe sempre um corneteiro "de dia", ou seja, aquele que ali está durante as 24 horas de seu serviço para tocar os comandos normais durante o transcorrer do dia.

Há o "toque de alvorada", que faz todos acordarem e se levantarem para o batente. Há o "toque de ordem" que chama a unidade para a formatura. Há o "toque de rancho", sempre tão bem esperado. Há o "toque de continência" em respeito ao comando ou à bandeira. Há os diversos toques da "ordem unida". Há o "toque de revista" para verificação de todos os soldados e cabos que estão às 21:00 de serviço ou não no quartel. E, finalmente, se surpresas não ocorrerem no transcorrer da noite, há o "toque de recolher", dizendo que o silêncio tem que se fazer e, a partir das 22:00, todos devem se voltar para o descanso.

Neemias, com tudo que aprendera no palácio do reino persa, como copeiro-mor que era, devia conhecer estes segredos. Ainda que o povo sob seu comando em Jerusalém não fosse sequer o arremedo de um exército organizado para aquela época, ele precisava ter alguma forma de disciplina e comando que ordenasse e integrasse de forma objetiva o grupo. Assim foi que ele dividiu o seu pessoal entre o trabalho do muro e o serviço de guarda e vigilância, escalando-os diurna e noturnamente, ficando todos preparados em suas vestimentas de ação, mesmo quando se recolhiam para o descanso e, sobretudo, ordenando em 4.19,20:

"Grande e extensa é a obra, e nós estamos separados no muro, longe um dos outros; em qualquer lugar em que ouvirdes o som da trombeta, ali vos ajuntareis conosco".

Mas, o grande atributo desse líder formidável que foi Neemias não está somente em sua argúcia, habilidade e coragem, mas, também, em sua fé no Deus a que servia. É fundamental que percebamos, ao final da ordem acima dada, a sua palavra final que é como um grito de guerra e de confiança para todo o povo: "O nosso Deus pelejará por nós".


Fonte:
Juerp

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